Antes de mais uma declaração de interesses: Queen é a minha banda preferida de sempre.
Daqui passo para o filme Bohemian Rhapsody, o primeiro dos nomeados aos Oscars 2019 de que falarei.
Claro que a declaração acima referida é ambígua. Tanto podia dar para amar tudo no filme, como podia este não corresponder às expectativas e ser, por isso, uma desilusão. Sendo direto, o filme para mim, é muito bom - e por isso um justíssimo nomeado !
O espaço temporal do filme ocorre da criação da banda até àquela que é unanimente considerada a sua melhor atuação ao vivo: o Live Aid de 1985.
O espaço temporal do filme ocorre da criação da banda até àquela que é unanimente considerada a sua melhor atuação ao vivo: o Live Aid de 1985.
Dirão os detratores que fica por mencionar a derradeira deterioração do vocalista (figura principal da história) pela doença, e o assumir publicamente a sua doença (apenas no dia antes da sua morte), sendo, no entanto, tocadas as razões para esse facto.
Rami Malek emerge como uma Estrela Cadente (super favorito ao Oscar), demonstrando claramente todas as virtudes e fraquezas de uma auto-intitulada lenda: Freddie Mercury. E se pensamos que o carisma de Freddie podia ser difícil de encarnar, estou certo que Malek em algum momento do filme, ou em vários, fará o público esquecer-se que está no cinema, mas antes a visualizar um qualquer documentário. A nota é igualmente elevada para a caracterização que eleva o restante elenco (em especial o resto banda) a um patamar de semelhante excelência.
Tal como era próprio dos Queen, e estes certamente pediriam, o filme desenrola-se a uma velocidade alucinante onde são abordados os amores, desamores, orientação sexual - notável a maneira como o filme capta a descoberta desta por parte de Freddie, bem como a depressão por ter que renegar a sua vida anterior -, vícios, conflitos e êxitos da banda e do seu vocalista, são explorados a um nível que nos deixa agarrados à trama e nos torna ainda mais fãs dos Queen.
Extraordinária a maneira como é abordada a construção da melhor música de sempre, que dá título ao filme, incluída na própria construção do seu melhor álbum A nigth at the Opera.
Extraordinária a maneira como é abordada a construção da melhor música de sempre, que dá título ao filme, incluída na própria construção do seu melhor álbum A nigth at the Opera.
A vertigem da história só acalma durante a atuação no Live Aid, mas aí já estamos noutro patamar - uma atuação ao vivo dos Queen - ou seja, a vertigem para o espectador só acaba no the end.
Por fim, ainda que sejam apontadas algumas imprecisões cronológicas, nomeadamente o conhecimento do diagnóstico de HIV antes do Live Aid, de forma a dar um êxtase final ao filme, parece-nos que o objetivo é oferecer um recheio e envolvência maior à película, pelo que, quem está a ver o filme conseguirá saborear e não condenar.
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