sábado, 23 de fevereiro de 2019

Oscars 2019

- Filmes vistos:
Black Panther ✔
BlackkKlansman ✔
Bohemian Rhapsody ✔
The Favourite ✔
Green Book ✔
Roma ✔
A Star is Born ✔
Vice ✔
Cold War (Zimna wojna) ✔
Can You Ever Forgive Me? ✔
At Eternity's Gate ✔
The Wife ✔
If Beale Street Could Talk ✔

- Melhor atriz secundária:
A minha aposta vai para Amy Adams, não só porque em várias nomeações nunca ganhou, mas porque de facto, com Bale, faz de Vice o melhor filme em termos interpretativos. De resto, destaco a tareia (de representação, porque até fica a perder como 'the favourite' of queen) que Rachel Weisz dá em Emma Stone (melhor atriz em 2017) e a brilhante Regina King.

- Melhor ator secundário:
Sam Rockwell (à partida excluído por ter ganho no ano anterior), Richard E. Grant e Adam Driver são os meus preferidos, mas algo me diz que Mahershala Ali vai mesmo ganhar (repetindo 2017). Foi bom? Foi! O melhor? Não creio! Escolhendo um, fico-me mesmo com Richard E. Grant, num papelão que podia ser de personagem principal!

- Melhor atriz:
Ok, deve ganhar Glenn Close, mas... como não amar Melissa McCarthy e Olivia Colman?! Vou torcer pela Melissa!

- Melhor ator:
Rami Malek. Carisma, tiques, vícios, originalidade, traumas, descobertas, inconstâncias, inconsistências e dualidades. Parecia impossível recriar Freddie. Mas é ele que está lá! E isso chega! Calma, Christian Bale! Não deixas de ser o meu ator preferido entre os nomeados - e ficarei feliz à mesma se ganhares!

Melhor filme:
- Podem dizer que sou condicionado pelo que sinto pelos Queen. Que seja! Mas que ganhe o Bohemian Rhapsody que está perfeito. A principal crítica que vi foi a respeito de alguma incongruência cronológica. A sério???!!! Num filme biográfico? Em que é suposto resumir uma vida em 2h??? Nunca tal se viu! Então quando falamos de personagens que existiram há séculos, como A. Lincoln ou W. Wallace, estou certo de que é tudo rigor e exatidão no que se passa nesses filmes! Nos restantes, Green Book ou BlacKkKlansman também seriam ótimos vencedores. O Black Panther? Nãooooooo!

Se estão contra estas opiniões estejam descansados, eu nunca acerto! Mais uma vez as questões da xenofobia (de que pode beneficiar Roma) e do racismo podem condicionar os vencedores. Sou sensível ao tema, mas considero que não devia fabricar vencedores - apesar de Roma ser um ótimo filme! Se assim não fosse, Moonlight nunca seria o melhor filme, e foi (2017)! Em relação aos prémios do Sindicato de Atores: como assim Black Panther?! Está tudo doido? Em que Mundo é que Can You Ever Forgive Me? é preterido para este filme (que nem o melhor filme de sempre da Marvel é)??

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

A Caminho dos Oscars 2019: Zimna wojna - Cold War

Paweł Pawlikowski apresenta-nos um filme intenso e profundo que, tal como o nome indica, ocorre durante o período da Guerra Fria, mais precisamente entre a década de 50 e 60.
Desengane-se quem pense que é um filme só sobre política, é muito mais do que isso. Aborda a luz ao fundo do túnel, a ténue esperança de se ser alguém em tempos de subjugação de todas as liberdades na Polónia soviética. É então, sobre as feridas na alma de quem saiu de uma Guerra (2ª Mundial) e se meteu noutra (Fria). É sobre o efeito dessas feridas na vida de pessoas normais.
O filme relata a história de um amor impossível; ela, uma cantora em ascensão; ele, seu tutor, um pianista de renome. Perante o ambiente opressor no seu país, procuram o sucesso e a felicidade na fulgurosa Paris. Contudo, é aí que se apercebem que os golpes do passado, condicionam o presente, e descobrem a miséria humana de quem dá valor ao que não tem, mas que não cuida do que tem. Essa condicionante fá-los-à entrar numa espiral negativa, da qual, para sobreviverem, terão de contornar o poder político vigente e os lacaios desse regime. A redescoberta do amor e o uso da sua força para emergir no caos, é a derradeira missão a quem tudo foi roubado, menos a capacidade de sonhar.

Com interpretações densas de Joanna Kulig e Tomasz Kot, dois eminentes atores polacos, Zimna Wojna (ou Cold War) está, de facto, muito bem realizado. O preto e branco funciona na perfeição, uma vez que, nos teletransporta imediatamente para os anos 50. E, se no início do filme, o preto e branco, a língua falada (a que não estamos propriamente habituados) e a lentidão presente nesses instantes iniciais, nos pode levar a pensar que vamos ter um filme de bocejos, depressa percebemos que não passa de uma artimanha de Paweł Pawlikowski, que rapidamente consegue colocar ação, velocidade e intensidade na película. Com descrições visuais magnificas, podemos saber exatamente o que pensam e consideram as personagens, assim como, sentir o sofrimento e as vicissitudes de viver nas cidades retratadas - Varsóvia e Paris.
Finalmente, em minha opinião está justamente nomeado para melhor realizador e melhor filme estrangeiro, e foi injustamente esquecida a nomeação para melhor filme.



Classificação do Blog: ☠☠☠☠

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

A Caminho dos Oscars 2019: Bohemian Rhapsody

Antes de mais uma declaração de interesses: Queen é a minha banda preferida de sempre.
Daqui passo para o filme Bohemian Rhapsody, o primeiro dos nomeados aos Oscars 2019 de que falarei.
Claro que a declaração acima referida é ambígua. Tanto podia dar para amar tudo no filme, como podia este não corresponder às expectativas e ser, por isso, uma desilusão. Sendo direto, o filme para mim, é muito bom - e por isso um justíssimo nomeado !
O espaço temporal do filme ocorre da criação da banda até àquela que é unanimente considerada a sua melhor atuação ao vivo: o Live Aid de 1985.
Dirão os detratores que fica por mencionar a derradeira deterioração do vocalista (figura principal da história) pela doença, e o assumir publicamente a sua doença (apenas no dia antes da sua morte), sendo, no entanto, tocadas as razões para esse facto.
Rami Malek emerge como uma Estrela Cadente (super favorito ao Oscar), demonstrando claramente todas as virtudes e fraquezas de uma auto-intitulada lenda: Freddie Mercury. E se pensamos que o carisma de Freddie podia ser difícil de encarnar, estou certo que Malek em algum momento do filme, ou em vários, fará o público esquecer-se que está no cinema, mas antes a visualizar um qualquer documentário. A nota é igualmente elevada para a caracterização que eleva o restante elenco (em especial o resto banda) a um patamar de semelhante excelência.
Tal como era próprio dos Queen, e estes certamente pediriam, o filme desenrola-se a uma velocidade alucinante onde são abordados os amores, desamores, orientação sexual - notável a maneira como o filme capta a descoberta desta por parte de Freddie, bem como a depressão por ter que renegar a sua vida anterior -, vícios, conflitos e êxitos da banda e do seu vocalista, são explorados a um nível que nos deixa agarrados à trama e nos torna ainda mais fãs dos Queen.
Extraordinária a maneira como é abordada a construção da melhor música de sempre, que dá título ao filme, incluída na própria construção do seu melhor álbum A nigth at the Opera.
A vertigem da história só acalma durante a atuação no Live Aid, mas aí já estamos noutro patamar - uma atuação ao vivo dos Queen - ou seja, a vertigem para o espectador só acaba no the end.

Por fim, ainda que sejam apontadas algumas imprecisões cronológicas, nomeadamente o conhecimento do diagnóstico de HIV antes do Live Aid, de forma a dar um êxtase final ao filme, parece-nos que o objetivo é oferecer um recheio e envolvência maior à película, pelo que, quem está a ver o filme conseguirá saborear e não condenar.

Classificação do Blog: ☠☠☠☠☠



Oscars 2019

- Filmes vistos: Black Panther ✔ BlackkKlansman ✔ Bohemian Rhapsody ✔ The Favourite ✔ Green Book ✔ Roma ✔ A Star is Born ✔ Vice ✔ C...